A Inquisição da Igreja Católica foi um movimento que se estendeu por vários séculos, com o objetivo de preservar a ortodoxia cristã e punir aqueles considerados hereges. Criada formalmente em 1233 pelo Papa Gregório IX, a Inquisição julgava e condenava indivíduos acusados de heresia, apostasia, blasfêmia, feitiçaria e outros atos vistos como desviantes dos dogmas católicos.
Os mais perseguidos pela Inquisição variavam ao longo do tempo e de acordo com a região. Inicialmente, na Europa, os alvos eram grupos como os cátaros e valdenses. Com a expansão para a península Ibérica, a Inquisição Espanhola e Portuguesa focou nos conversos, isto é, judeus e muçulmanos convertidos ao catolicismo que eram suspeitos de manterem suas práticas religiosas anteriores. Os judeus, em particular, foram intensamente perseguidos, especialmente após a expulsão da Espanha em 1492 e a subsequente migração para Portugal.
Entre os principais inquisidores, destacam-se figuras como Tomás de Torquemada, o Primeiro Inquisidor Geral de Castela e Aragão, conhecido por sua severidade e zelo na perseguição aos hereges. Outros inquisidores notáveis incluíam membros da Ordem Dominicana, que a partir da década de 1250, foram geralmente escolhidos para atuar como juízes do Santo Ofício.
A Inquisição deixou um legado controverso, marcado por abusos de poder e violações dos direitos humanos, incluindo o uso de tortura e execuções públicas, como a queima na fogueira. O Tribunal da Santa Inquisição foi oficialmente extinto em 1891, mas seu impacto na história e na memória coletiva permanece até hoje.

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